
terça-feira, 4 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.




Jacob: Não é você quem devia estar chorando, Bella.
Bella: Todo mundo chora em casamentos - eu disse com a voz grossa.
Jacob:É isso que você quer, não é?
Bella: É.
Jacob: Então sorria.
Eu tentei. Ele sorriu com a minha careta.
Jacob: Eu vou tentar lembrar de você assim. Fingir que…
Bella: Que o quê? Que eu morri?
Ele apertou os dentes. Ele estava lutando consigo mesmo – com a sua decisão de fazer de sua presença aqui um presente e não um julgamento. Eu podia adivinhar o que ele queria dizer.
Jacob: Não - ele respondeu finalmente - Mas eu vou te ver desse jeito em minha cabeça. Bochechas rosadas. Coração batendo. Dois pés esquerdos. Tudo isso.
Eu deliberadamente pisei no pé dele o mais forte que pude.
Ele sorriu.
Jacob: Essa é a minha garota.
Ele começou a dizer outra coisa mas fechou a boca. Lutando de novo, ele fechou os dentes sobre as palavras que ele não queria dizer. (Amanhecer)
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